A aldeia

Descrição da Aldeia

A aldeia de Vila Nova pertence á Freguesia de Ferral, Concelho de Montalegre e localiza-se a meia encosta voltada a norte para a belíssima serra do Gerês, tem o rio Cavado a seus pés, límpido e em estado selvagem, esta conjuntura integra-se na perfeição no quadro pitoresco da aldeia.

A aldeia é formada longitudinalmente com o típico casario rendilhado em granito confinado, delimitando as ruas e carreiros que compões as acessibilidades. Foi através delas que escaparam as tropas Francesas comandadas pelo Marechal Soult em 16 de Maio de 1809, depois de ser encurralado na Ponte da Misarela, onde tiveram inúmeras baixas. Como vingança, a aldeia foi pilhada e queimada, mas com a coragem dos resistentes locais, depressa foi reconstruída.

A localização da aldeia sempre foi criticada por outras, pela falta de sol durante o Inverno, de facto é verdade, mas possui outras virtudes que outras invejam. Há quem diga que trocamos o sol pelo bagaço com os de São Lourenço, mas não passa de uma brincadeira.

Os nossos antepassados elegeram esta localização pela abundância de matéria-prima (granito) para a construção das casas, por outro lado pelos inúmeros nascentes de água e por ultimo pelas terras férteis, embora bastante desniveladas, mas que rapidamente foram suportadas por socalcos de granito desenhados pelo homem.

Possuímos uma central hidroeléctrica, pertença da EDP, que foi e ainda é, a grande geradora de emprego nesta localidade. Esta central foi construída nos anos 50 e, actualmente é das mais potentes do sector Cavado.

A EDP, construiu aqui, vários equipamentos que funcionaram ao longo do tempo, como é o caso da construção do Bairro, clube, piscina, campo de ténis, posto médico, pousada e escola, que posteriormente foi cedida á cooperativa da Misarelacoop, aqui, acolheram um infinito números de jovens, que ocorriam de todas aldeias circundantes.

A escola é dos equipamentos que mais saudades nos deixa.

Nós temos orgulho na nossa Aldeia.

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central EDP/ aldeia

central aldeia

O Povo

O nosso Povo desde sempre foi conhecido por valente e destemido, tudo porque em 16 de Maio de 1809 enfrentaram com coragem o exercito Francês comandado pelo Marechal Soult, na segunda invasão Francesa, desde então, este estatuto manteve-se até aos dias de hoje.
Além desta faceta, o nosso Povo, é trabalhador, sério e acolhedor, temos sempre a porta aberta para os amigos e á mesa há sempre um naco de presunto, pão milho e vinho morangueiro.
O nosso Povo Religiosamente é muito crente, para nós, Deus é o nosso Pai, é ele que cuida de nós.
Possuímos lendas incomparáveis, como a da Ponte do Diabo, a do Baptismo e a do Banho do Engaranho, são lendas que todos conhecem, lendas que queremos manter vivas e perpetua-las no tempo.
Os turistas gostam de falar connosco, porque o nosso saber revela o conhecimento da nossa cultura, da nossa história.
O comunitarismo sempre foi um princípio base do trabalho da terra, embora hoje o individualismo progrida, o nosso anseio é que seja uma minoria.
Nós temos vaidade em pertencer a este Povo singular.

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